| Pró-moradia não descarta ocupação em Santos O terreno foi doado a estas famílias durante o governo do prefeito David Capistrano, mas hoje serve como ferro velho para veículos da Prefeitura. Uma das líderes do movimento, Ana Rita Silva, disse que as invasões fazem parte das "alternativas de luta". "Se com o movimento sem-teto de São Paulo, a ocupação der certo, então não devemos descartar a possibilidade de nos utilizarmos deste mesmo tipo de ação". Cerca de 60 representantes de sindicatos, pastorais, agremiações estudantis e movimentos populares estiveram reunidos com os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, e da Central de Movimentos Populares (CMP), Benedito Roberto Barbosa, no Sindicato dos Petroleiros. Eles participaram do primeiro curso de formação organizado pelo Núcleo de Reforma Agrária da Baixada Santista no último dia 31. Segundo Mara Lúcia Galvão, militante do MST e uma das organizadoras do evento, esta e outras atividades do núcleo terão como objetivo difundir a discussão dos problemas sociais e, a partir das necessidades da população local, buscar soluções para eles. Durante o período da manhã, o representante da CMP apresentou a proposta de implantação do projeto de orçamento participativo, que será encaminhado ao governo do Estado. "A central reúne movimentos de diversos interesses, como pró-moradia, pelo acesso à educação e saúde, pelo bem comum. É o caso da luta pelo orçamento participativo, que deve contar com o apoio de todo aquele que acredita na conquista da cidadania". Após a explicação, Benedito Barbosa, respondeu perguntas e comentou a ocupação, em São Paulo, do prédio do Tribunal Regional do Trabalho, da qual ele foi uma das lideranças. O curso continuou na parte da tarde com a palestra de Gilmar Mauro sobre reforma agrária e as perspectivas do MST. "Muitos setores acham que o MST deve fazer apenas a luta social e os partidos a luta política. Esta é uma falsa dicotomia. Pois, não haverá avanço na discussão política se não acontecerem as transformações sociais, nem a evolução social se não houver a mudança política. Portanto, nós devemos nos organizar e politizar, sim, as lutas sociais. Afinal de contas, a concentração de terra é um problema político". Mauro aproveitou para divulgar a cartilha do projeto Consulta Popular, "Apresentar um projeto popular como alternativa para o Brasil, obrigatoriamente passará por um amplo debate com a camada mais popular da sociedade". | 06.11 a 12.11 de |
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
MARA LIVRE = CIDADÃ PRODUTIVA . + NOTICIAS
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