quinta-feira, 20 de outubro de 2011

MARA LIVRE = CIDADÃ PRODUTIVA . + NOTICIAS

VOZES SILENCIADAS: MEMÓRIA E LUTA POLÍTICA DOS TRABALHADORES RURAIS 
SEM-TERRA NO ESTADO DE SÃO PAULO (1990-2000). 
“Como produção deliberada, a memória histórica, 
ao longo de nosso século, foi sempre o instrumento 
de poder dos vencedores, para destruir a memória 
dos vencidos e para impedir que uma percepção 
alternativa da história fosse capaz de questionar a
legitimidade de sua dominação”. (Edgar S. de Decca)
Antonio Alves de Almeida 
PUC-SP 
aa.almeida@terra.com.br
pelas Terras do Senhor: A Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Estado de São Paulo 
Este artigo é resultado de uma pesquisa de mestrado (PUC-SP) intitulada As Lutas
(1990-2000) e tem como objetivo, pela história oral, resgatar  a memória – o imaginário 
individual e coletivo da Terra Prometida por Javé ao seu povo –, bem como a luta política – 
as ocupações das Terras do Senhor e os conflitos daí decorrentes – dos trabalhadores e 
trabalhadoras rurais sem-terra no estado de São Paulo. 
 A pesquisa teve como eixo a atuação da CPT na luta pela conquista da terra em três 
regiões do estado de São Paulo: 1. Vale do Paraíba (São José dos Campos, Tremembé e 
Jacareí); 2. Pontal do Paranapanema (Sandovalina) e 3. No Noroeste Paulista (Promissão). 
Antes de iniciar a reflexão sobre a memória e a luta política dos trabalhadores e 
trabalhadoras rurais pela conquista da terra e da reforma agrária, apresento de forma 
sintética (por falta de espaço) alguns aspectos relativos à CPT, tendo como referência os 
depoimentos dos seus respectivos membros. 




Dom Pedro Casaldáliga “apoiamos a luta contra o  latifúndio. Malditas sejam todas as cercas que impedem o homem de viver e amar”.



PARA TER ACESSO AO DOC. COMPLETO ACESSE:

http://www.fiocruz.br/ehosudeste/templates/htm/viiencontro/textosIntegra/AntonioAlvesdeAlmeida.pdf


PERFIL DOS ENTREVISTADOS
Cícero Antônio dos Santos, 41, trabalhador rural e militante do MST, assentado na fazenda
Santa Rita, assentamento Nova Esperança, município São José dos Campos – SP.
Dom Maurício Grotto de Camargo, 47, bispo da Igreja Católica que acompanha a CPT por
parte da CNBB – Regional SUL I, Estado de São Paulo.
Dom Tomás Balduíno, 81, presidente nacional da CPT e bispo da Igreja Católica.
Elza Maria da Silva, 50, membro da equipe de coordenação da CPT Pontal do
Paranapanema.
Ivo Poletto, 61,  ex-padre, um dos fundadores e primeiro secretário da CPT [1975-80],
desligou-se da entidade no ano de 1993, passou em seguida a atuar na assessoria técnica
da Cáritas,  atualmente atua no setor de mobilização social da presidência da República do
Brasil no projeto do governo Lula intitulado Fome Zero.
Marco Dal Corso, professor universitário e estudioso da Igreja e da questão agrária.
Maria de Lourdes Pereira Silva (Lurdinha), 49, ex-membro da CPT, atualmente é membro
da coordenação regional do setor de comunicação do MST no município de Promissão.
Mara Lúcia Galvão, 31, trabalhadora rural e militante do MST, assentada na fazenda Santa
Rita, no assentamento Nova Esperança, município de São José dos Campos – SP.
Padre Cláudio Perani, 62, um dos fundadores da CPT, atualmente é coordenador  da
presença dos jesuítas na Amazônia.
Padre Antônio Ferreira Naves, 50, assessor da CPT do estado de São Paulo
Paulo Naveenn Manicompel, 38, ex-padre, membro da equipe de coordenação do MST do

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